Stratford, Ontário, Canadá –
Sala 205, Aula de História
21 de Junho de 2011, 9:45 am
Prof:Os alunos da recuperação irão começar novamente o capítulo 20.
Harry:Saco. - bufou
Prof:Falou alguma coisa, Harry? - franziu a testa, fitando o garoto
Harry:Sim, eu disse "saco". - debochou discretamente
Prof:Não quer estudar este capítulo? - cruzou os braços
Harry:Claro que não.
Prof:Ótimo. Então não fique de recuperação.
Amy:Professora? - levantou um braço
Prof:Oi?
Amy:Será só o capítulo 20?
Prof:Amanda, eu ainda vou decidir isso. Mas provavelmente será sim.
Amy:Os alunos que ficarem de recuperação vão começar que dia?
Prof:Srt. Campbell, porque o interesse? - encarou Amy, confusa
Amy:Por nada.
Prof:As suas notas não são uma das melhores, mas se você tirou mais de 2.0 na prova, você passou. A prova vale 6.0, obviamente tirou mais que isso.
Amy:É, eu sei. Obrigado. - o sinal tocou
Prof:Sábado vocês podem vir pegar o resultado.
Sam:De todas as matérias?
Prof:Sim.
No jardim...
Sam:AMY! - correu até Amy, que estava sentada na grama lendo um livro.
Amy:Oi? - fechou o livro
Sam:Fiquei te procurando desde que acabou a aula de história.
Amy:Eu tava aqui. - riu
Sam:Que livro é esse? - sentou na grama
Amy:"Diário de um vampiro"
Sam:Tinha que ser.
Amy:Como assim?
Sam:Você é tão gótica. - sorriu - Eu não entendo, aliás você é tão nerd.
Amy:Eu não sou nerd. - virou os olhos
Sam:Admite que é gótica?
Amy:Um pouco. Mas não sou nem perto de ser nerd.
Sam:Me responde uma coisa?
Amy:Pergunta.
Sam:Porque você ficou perguntando pra srt. Harris sobre a recuperação?
Amy:Eu tenho uma desconfiança.
Sam:Como assim?
Amy:Eu acho que vou ficar de recuperação.
Sam:Para o mundo que eu quero descer. - aumentou o tom de voz
Amy:Shh. Ninguém pode saber disso - tampou a boca de Sam. - Principalmente a minha mãe
Sam:Mas se você pegar "rec", não vai ter como você esconder dela.
Amy:Se ela descobrir, adeus vida.
Sam:Me diz como esconder dela, Amy.
Amy:Vou dizer que quero ir pra casa do meu pai.
Sam:Amiga, pensa. Você nunca quis ir pra casa do seu pai.
Amy:Sam, eu tenho 15 anos. Eu vou dizer que sou grande o bastante pra tomar minhas próprias decisões. - arqueou as sobrancelhas
Sam:Isso mesmo, sonha bastante, mas tenha muito cuidado pra não cair. - cruzou os braços
Amy:Eu tenho meus planos.
Sam:Quais são?
Amy:Não te interessa. - fechou a cara
Sam:Se você não falar, eu conto pra sua mãe a possibilidade de você está recuperação
Amy:Não teria coragem.
Sam:Duvida?
Amy:Eu tenho vontade de acabar com você. - bufou
Sam:Você me ama, nunca iria acabar comigo. Afinal, sabe que eu posso te ajudar com o seu planinho louco.
Amy:Tá. - colocou duas mechas de cabelo atrás das orelhas – Se ela não me deixar ir, eu vou inventar.
Sam:Como assim? - arregalou os olhos
Amy:Eu vou dizer que a escola está fazendo uma excursão com os alunos da recuperação.
Sam:Do mesmo jeito você vai dizer que está de recuperação.
Amy:Nada disso. Vou dizer que os outros alunos também podem ir.
Sam:Mas se os alunos estão de recuperação, porque eles levariam eles pra viajarem?
Amy:Eu não sei. Pode ser que eles vão pra um lugar que tenha alguma forma de ensinar. – levantou – Talvez um museu. – sorriu
Sam:Você é muito estranha. – franziu a testa e se levantou
Amy:Eu sou inteligente.
Sam:Mudando de assunto.
Amy:Diz.
Sam:Vai ter uma festa do pijama.
Amy:Quando?
Sam:Sexta a noite na minha casa.
Amy:Eu vou. Amanhã a gente se ver, tenho que ir pra casa enrolar minha mãe.
Sam:Beijo. – beijou levemente a bochecha de Amy
Na casa dos Campbell
Amy:Mãe? - abriu lentamente a porta da sala – Ta aí? - entrou e fechou a porta com cuidado
Alice:Mana. - correu e abraçou Amy
Amy:Oi, tudo bem? - jogou a mochila no sofá e pegou Alice no colo
Alice:Tudo. – sorriu – A mamãe tá conversando com o papai.
Amy:Onde? – colocou Alice no sofá
Alice:No quarto.
Amy:Espera um pouco. – subiu lentamente as escadas.
No quarto da Catherine
Richard:Eu não quero tirar ela de você.
Cath:É o que tá parecendo. – cruzou os braços
Richard:Eu só quero passar um tempo com ela. Amy vai entrar em férias, não vou atrapalhar nada da vida dela.
Cath:Vai atrapalhar minha vida.
Richard:Vou levar ela e ponto final.
Cath:Se você encostar um dedo nela, eu chamo a polícia.
Amy:Chamar a polícia por que? – entrou no quarto
Richard:Diz, Catherine. Diz por que quer chamar a polícia.
Cath:Foi um jeito de dizer, Amy.
Amy:Ótimo. – sorriu sarcasticamente
Richard:Vamos deixar ela decidir. – fitou Catherine, furioso
Cath:Nada disso.
Richard:Por que não? Tá com medo dela dizer que quer vir comigo.
Cath:Então deixa ela decidir. – bufou
Amy:Eu quero ir com ele.
Richard:Ai meu Deus! – gargalhou – Fala de novo, Amy.
Cath:Você está falando sério?
Amy:Muito sério. Eu quero ficar com ele.
Cath:Por que? – brotou uma lágrima de seus olhos
Amy:Porque você não me deixa fazer nada.
Cath:Oh! – abaixou a cabeça, chorando
Richard:Amy, não faz isso. – pegou na mão de Amy.
Amy:O que estou fazendo?
Richard:Está magoando sua mãe.
Amy:Achei que quisesse vê-la magoada
Richard:Não, eu não quero.
Amy:Então porque quer me levar? – chorou
Richard:Amy, mas você quer ir.
Amy:Mas você veio aqui.
Cath:Amy, você não vai.
Amy:Por que você tem que tornar tudo tão difícil? – soluçou
Richard:Catherine, eu vou levá-la. – fitou ameaçador Catherine
Cath:Ela não vai. Eu tenho a guarda dela, eu posso falar o que ela vai ou não fazer. - gritou
Richard:Ela tem que aprender a tomar decisões sozinha. – gritou
Cath:Ela é menor de idade. – limpou as lágrimas
Richard:Mas eu sou o pai dela. Eu também decido o que ela tem que fazer.
Amy:Catherine, eu vou com ele, não importa o que você ache. – trincou os dentes
Richard:Amanda, o que é isso? Não admito que desrespeite sua mãe.
Amy:VOCÊ NÃO MANDA EM MIM. EU GRITO E DESREPEITO QUEM EU QUISER, IDIOTA. – empurrou Catherine
Richard:AMY. – segurou-a pelos braços
Amy:ME SOLTA, EU VOU MATAR ELA. – balançou violentamente o corpo
Richard:Cath, vai embora. Ela tá descontrolada.
Cath:Não, eu não vou. Ela é minha filha. – chorou desesperadamente
Richard:Ela vai te matar de verdade, Catherine. – gritou
Amy:AAAAAAAAAAAAAAAAH. NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO ME SEGURAAAAAAAAAAA. ODEIO VOCÊS. – gritava desesperadamente enquanto tentava sair dos braços de Richard
Richard:Sai com a Alice daqui, agora. – olhou preocupado para Cath
Amy:Sua covarde. Sai daqui, logo.
Amy conseguiu sair dos braços de Richard e desceu correndo. Alice estava chorando silenciosamente, sentada no sofá, enquanto ouvia a gritaria da sua família. Expressava preocupação. Olhou pra trás e viu Amy furiosa, descendo as escadas, descontrolada. Amy foi até a cozinha, abriu a gaveta de talheres e voltou para a sala com uma faca, pegou Alice pelo pescoço e ameaçou esfaqueá-la se Richard e Catherine chegassem perto dela. Alice começou a perder o ar, pois Amy estava apertando seu pescoço. Richard se aproximou de Amy.
Richard: Eu não quero que se acalme. – engoliu seco – Quero que a solte.
Amy:Tem medo de perder sua filhinha preferida? – encostou a faca no peito de sua irmã
Richard:Você é minha filhinha preferida, que me dá broncas, mas que as escuta também. A minha filha calma e despreocupada, que nunca, jamais, teria coragem de fazer algo desse tipo. Que apesar de ser roqueira é inteligente. Que mesmo que seja bagunceira, é organizada. Que nunca se importou com o que os outros pensam. A minha filhinha de 15 anos que ama os amigos, seus pais e principalmente sua irmã. – disse com voz de choro, enquanto Cath se aproximava disfarçadamente de Amy com uma seringa na mão
Amy:Se afasta, se não vou ela não vai viver mais. – brotou uma lágrima em seu olho direito
Cath: Por favor. – olhou triste para Amy.
Catherine aplicou a injeção no braço de Amy, que soltou Alice e caiu no chão, desmaiada. Alice correu e abraçou Cath, chorando. Richard levantou Amy e a colocou no sofá, logo em seguida começou a chorar. Catherine se aproximou de Richard e o abraçou. Alice abraçou Richard e Catherine. Ficaram ao redor de Amy, olhando-a fixamente.